De vez em quando,
no instante de um traço,
como fosse um rascunho de um sonho,
penso que por ti sou amado.
E nesse mero instante,
num ínfimo acaso, na rua,
olhando bem no interior dos teus olhos,
imagino a tua alma nua.
E minhas sombras conselheiras,
daquelas que só aos loucos atormentam,
me convencem que tu me amas
e que teu olhar era a prova daquele afeto.
Leitor amigo,
nunca confie em fantasmas noturnos
eles não sabem nada sobre a paixão
me levaram a uma acre-doce ilusão
Num jogo infantil de minha mente
Erotomania. Esquizofrenia.
No frio áspero da meia noite
Torno ao isolamento novamente
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