domingo, 28 de novembro de 2010


Fantasmas de uma noite áspera


De vez em quando,

no instante de um traço,

como fosse um rascunho de um sonho,

penso que por ti sou amado.


E nesse mero instante,

num ínfimo acaso, na rua,

olhando bem no interior dos teus olhos,

imagino a tua alma nua.


E minhas sombras conselheiras,

daquelas que só aos loucos atormentam,

me convencem que tu me amas

e que teu olhar era a prova daquele afeto.


Leitor amigo,

nunca confie em fantasmas noturnos

eles não sabem nada sobre a paixão

me levaram a uma acre-doce ilusão

Num jogo infantil de minha mente

Erotomania. Esquizofrenia.

No frio áspero da meia noite

Torno ao isolamento novamente

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