segunda-feira, 29 de novembro de 2010


O Espectador Anônimo

Quando eu te olho
e tu me olhas
nasce em mim algo de novo
dentro do meu coração
esse algo novo, aqui denovo
sempre, sempre faz um jogo
na minha imaginação

E eu creio que te amo
e creio que sou amado
e o coração pulsando
já está enfeitiçado
sou um espectador
anônimo
um espectador
sem dono

Quando eu te olho
e não me olhas
fica sempre na memória
o sabor da rejeição
esse gosto azedo, azar, denovo
é uma peça nesse jogo
da minha indecisão

Mas eu creio que te amo
me assombra a solidão
e o coração pulsando
me diz "ame com paixão"
mas a mente vai pensando...
e me vem a indecisão
sou um espectador anônimo
na própria indefinição

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